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NOVAS DATAS PARA O GEORREFERENCIAMENTO RURAL.

A Presidenta, Dilma Roussef, assinou em 21 de novembro de 2011, o decreto 7.620, que institui novo texto para o decreto 4.449 de 2002.
Com isso, esta norma institui novas datas para o georreferenciamento rural de propriedades abaixo de 500 Ha e tira milhões de brasileiros da situação irregular junto ao INCRA e órgãos ambientais, já que o Geo seria procedimento primário para averbações na matrícula dos imóveis.
Assim, o prazo máximo para a regularização dependendo do tamanho do lote vai até 2023.

O texto do artigo 10 ficou assim descrito:

IV - dez anos, para os imóveis com área de duzentos e cinquenta a menos de quinhentos hectares;

V - treze anos, para os imóveis com área de cem a menos de duzentos e cinquenta hectares;

VI - dezesseis anos, para os imóveis com área de vinte e cinco a menos de cem hectares; e

VII - vinte anos, para os imóveis com área inferior a vinte e cinco hectares.


Este decreto veio no momento em que milhares de propriedades ficariam travadas para licenciar ambientalmente suas propriedades no tempo em que o código florestal ainda encontra-se em discussão, já que em novembro de 2011 vencia o prazo para todas as áreas rurais fazerem o registro junto ao INCRA, sem o qual não seriam liberados as licenças ambientais.

NOVO CÓDIGO FLORESTAL E O AUMENTO DO VALOR DE INDENIZAÇÕES POR DESAPROPRIAÇÃO.


Especialistas afirmam que alterações no Código Florestal Brasileiro, em análise no Senado, podem gerar prejuízos de dezenas de bilhões de reais aos cofres públicos. O impacto econômico das modificações se relaciona ao valor das desapropriações para reforma agrária e criação de unidades de conservação.

O texto que altera o Código Florestal sugere mudanças tanto em APPs (Áreas de Preservação Permanente) quanto em reservas legais. No caso das APPs, áreas hoje consideradas intocáveis, como encostas, passarão a ter possibilidade de uso agrícola. No entanto, hoje as APPs não são contabilizadas como área produtiva de propriedades. Por isso, não são passíveis de indenização para fins de reforma agrária ou criação de unidade de conservação caso sejam ocupadas.


Ao mudar os parâmetros de área de preservação no interior de propriedades, a nova legislação aumentará a área produtiva, passível de indenização pelo poder público para fins de desapropriação.


"É uma caixa preta, cujos cálculos ninguém fez ainda", afirmou Herman Benjamin, ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e conselheiro do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), ouvido pela Folha.


De acordo com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o tema chegou a ser discutido entre o instituto e o Ministério do Meio Ambiente. Como o código ainda não foi aprovado, não foi feito um cálculo de qual seria o gasto adicional em indenizações.


"No instante em que você legaliza, especialmente áreas de pasto, isso passa a ter valor econômico", diz Benjamin.


"Haverá alteração de todas as ações indenizatórias, não só em curso, mas já transitadas em julgado e em etapa decisória. Serão bilhões de reais", afirma Benjamin.


Flávio Botelho, professor de agronegócio da UnB (Universidade de Brasília), explica que desapropriações poderão ocorrer em áreas de expansão agrícola, como no sul da Amazônia, em Mato Grosso, no Maranhão e no Piauí.


"Regiões como o Sul e o Sudeste, que são mais ocupados, tendem a sofrer menos modificações", afirma Botelho. Benjamin ainda explica que a discussão sobre o tema não pode ser fundamentada em "miudezas", mas no debate das linhas principais do código.


"A lei jamais contará com a unanimidade. É evidente que haverá divergências se forem discutidos os pormenores. Ruralistas e ambientalistas devem reconhecer que todos perderão um pouco", reforça Benjamin.




FONTE: AMDA

PROJETOS DE PISCICULTURA EM RONDÔNIA

O peixe a longa data já se caracteriza como um dos produtos mais consumidos na região amazônica e a atividade de Piscicultura nos últimos anos vem acompanhando este índice, estando em alta em Rondônia e atingindo mercados interestaduais e internacionais cada vez mais, se tornando mais que uma alternativa de renda para os produtores do estado.



Para exercer esta atividade o produtor deve procurar um técnico habilitado para elaborar os projetos necessários que serão apresentados à SEDAM para adquirir assim, as licenças exigidas para o trabalho totalmente dentro da legalidade.



Se você quer atuar neste ramo procure a M. Ambiental, que tem os melhores e mais experientes profissionais para orientá-lo e executar os procedimentos e análises para sua atividade.



Quem exerce a atividade de piscicultura sem autorização está cometendo um crime ambiental estando sujeito a multas. Se você quer iniciar ou legalizar contate-nos em qualquer um de nossos escritórios locais.

M. AMBIENTAL NO VII FESTIVAL DE PESCA EM CACOAL - 2011.

A Associação Ecológica Amigos da Pesca – ASPEC realizou o VII Festival de Pesca de Cacoal entre os dias 30 de Abril e 1º de Maio de 2011. O Festival de Pesca foi um sucesso social e ecológico e teve como maior diferencial em relação às edições anteriores o fato de 20% do valor líquido arrecadado no evento ter sido destinado para uma instituição filantrópica do município, garantindo o caráter e estimulando novas participações.





Mesmo quem já participou da disputa garantiu novamente a presença em 2011, sendo que nesta edição algumas mudanças nas regras foram verificadas, ou seja, as espécies de peixes já constaram na ficha de inscrição.
Essa mudança segundo o presidente Furtado se deve à participação de pessoas que vêm de diversas localidades do estado, inclusive de outros estados, que poderão trazer apenas a “tralha” de pesca necessária. “Agora todos podem trazer apenas o material necessário paras os peixes que concorrem algumas vezes os participantes traziam tralhas pesadas e eram sorteados peixes leves” – afirma o presidente da ASPEC.





O Pintado (Caparari, Surubim), o Jundiá, o Abotoado, a Pirarara e a Piraíba são os peixes de couro, que concorreram no festival deste ano, como alguns peixes de escamas valeram as espécies: Tambaqui, Pirapitinga, Cachorra, Curvina e Bicuda. Para a equipe que pescou o maior Jaú – peixe tradicional do Rio Machado, houve um prêmio especial.




As atividades começaram no sábado, e contaram com apresentação de Jet-Sky, apresentação de Karatê, prova de caiaque, show com artistas regionais, palestras e exposição de artesanato. A animação da noite de sábado ficou por conta de grupos regionais.




O lado ecológico da associação é realçado na preservação ambiental, com o plantio de árvores, solta de alevinos e conscientização dos participantes contra práticas abusivas ao meio ambiente. Trabalhar a Ecologia é um dos compromissos da ASPEC, que nesta ano teve a participação da M. Ambiental, garantindo o caráter preservacionista do evento e respeitando a legislação, efetuando a carteirinha de pesca dos pescadores do evento e região.




Os grandes ganhadores de 2011 levaram para casa: 1º lugar – 1 Motor 15Hp com Barco de 05 metros e 01 carreta-reboque; 2º lugar – 01 Motor 15Hp; 3º lugar – Bote de 05 metros; 4º lugar – 01 carreta-reboque; 5º lugar – 01 Motor rabeta; 6º lugar – 01 Gerador de Energia; 7º lugar – 01 Sonar; 8º lugar – 01 Vara com carretilha; 9º lugar – 01 Barraca de Camping ; 10º lugar – 01 Vara com molinete; e na premiação especial para o maior Jaú, 01 BG-90 com vara e linha.










Barco da M. Ambiental





Equipe da M. Ambiental no VII Festival de Pesca em Cacoal - RO.








Farmacêutica Bioquímica Tatiane, Biólogo Pablo Fachini, Eng. Agrônomo Moisés e Secretária Aline.

Balsa da M. Ambiental no VII Festival de Pesca em Cacoal - RO.

Biólogo Pablo Fachini e estagiários.







Governo anuncia redução de juros para pequenos agricultores

O governo anunciou nesta quarta-feira (18/05), último dia da manifestação Grito da Terra Brasil 2011, a redução de juros para financiar a pequena produção rural e a criação de uma política de garantia de preços mínimos exclusiva para os agricultores familiares. O Palácio do Planalto também decidiu manter a destinação de R$ 16 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na safra 2011-2012, por meio do qual são financiadas as operações de custeio, comercialização e investimento.

As medidas foram anunciadas após reunião da presidenta Dilma Rousseff com lideranças da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em Brasília. No dia 1º de abril, elas haviam encaminhado a Dilma a pauta de reivindicações do Grito da Terra Brasil 2011.

As taxas de juros para crédito de investimento por intermédio do Pronaf B, destinados aos agricultores de mais baixa renda, variarão entre 0,5% e 2% ao ano. Antes, oscilavam entre 1% e 4%. Já o valor de R$ 16 bilhões corresponde à reivindicação dos agricultores familiares e é o mesmo montante liberado para o Pronaf na safra passada. Na temporada 2010/2011, os pequenos agricultores tomaram empréstimos que totalizaram R$ 11 bilhões.




Políticas




Prevendo aumento na procura de crédito neste ano, eles pediram a manutenção dos R$ 16 bilhões. “É menos juros num cenário de solidez fiscal”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florense, que também participou da reunião dos representantes da Contag com Dilma.

A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) voltada exclusivamente aos agricultores familiares será adotada a partir da próxima safra. A medida foi considerada uma conquista pelo presidente da Contag, Alfredo Broch. “Isso vai permitir trabalhar a renda na agricultura familiar, que é hoje um dos principais problemas”.

O governo anunciou ainda que será criada uma superintendência na Caixa Econômica Federal para trabalhar com habitação rural. Também será antecipada para os meses de junho e julho a liberação de R$ 530 milhões para compra de terras da reforma agrária que estavam previstos no orçamento para serem disponibilizados ao longo do ano de 2011.

Antiga reclamação dos pequenos produtores, a falta de unificação do Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) entre os estados e municípios será resolvida. Com isso, os agricultores familiares poderão vender para outros estados produtos como queijos e doces. “Em 30 dias será publicada a normatização das regras para que estados e municípios possam aderir a um único sistema”, disse Afonso Florense.




Fonte: Agência Brasil

Bióloga da M. Ambiental participa de Seminário sobre Sequestro de Carbono

Porto Velho (RO) sediará nos dias 15 e 16 de abril de 2011 o II Seminário sobre Sequestro Florestal de Carbono e Mudanças Climáticas, e a Bióloga Ranieli dos Anjos de Souza, que compõe a equipe técnica do escritório da M. Ambiental em Ouro Preto do Oeste ministrará uma palestra sobre o Projeto Carbono Social Urbano no dia 16.

Este será um evento importante para a Amazônia, que colocará Rondônia em foco, e comprova ainda mais a qualidade da equipe que a M. Ambiental possui. Valorizamos os melhores profissionais do estado, para atender com eficiência nossos clientes.

CADASTRO AMBIENTAL RURAL EM RONDÔNIA

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) / (CAR-RO), é pré requisito para o Licenciamento Ambiental Rural no estado de Rondônia. Somente será considerado formalizado o processo para o Licenciamento Ambiental da Propriedade Rural – LAPR, se ajuntada à documentação estiver inserido o Cadastro Ambiental Rural – CAR (Portaria n°072/GAB/SEDAM, Art. 3, § 5º).
Mas quem faz o CAR em Rondônia?
Onde fazer o CAR em Rondônia?
Somente estão habilitados a fazerem o Cadastro Ambiental Rural os técnicos devidamente cadastrados junto a SEDAM, e com conhecimentos técnicos referentes à legislação ambiental e à nova ferramenta utilizada no portal da Secretaria Ambiental.
Não sabe onde fazer o CAR? A M.Ambiental possui técnicos especializados e treinados para o cadastramento rural. É só nos procurar em um de nossos escritórios (lista de escritórios - clique aqui), que realizaremos o seu cadastro com segurança, obedecendo as normas existentes.
Escolha o escritório mais perto de você e contate-nos que lhe atenderemos onde estiver.

CONSULTORIA AMBIENTAL EM RONDÔNIA

A M. Ambiental atua com consultoria ambiental em Rondônia nos mais diversos segmentos, entre eles: indústrias, exploração mineral, setor imobiliário (condomínios e loteamentos), micro e pequenas empresas, empreendimentos rurais, e outros.
Atuamos promovendo as melhores soluções para os nossos clientes, respeitando sempre os princípios legais, o meio ambiente e as pessoas. Para isso, mantemos três escritórios no estado, sendo uma matriz em Cacoal e filiais em Ouro Preto do Oeste e Porto Velho.
Buscamos excelência em nossos serviços e com a experiência de mais de 10 anos em consultoria, assessoria e projetos ambientais em RO, nosso trabalho é garantia certa de qualidade.
Adequando sempre às novas regras, atualmente, nossa empresa possui técnicos especializados no CAR, cadastro ambiental rural, que é pré-requisito para o licenciamento ambiental rural. Realizamos consultoria ambiental para regularização junto a diversos órgãos tais como: IBAMA, SEDAM, SEMA, DNPM e outros.
Venha conferir nossas opções em serviços e contrate já o seu.

Desmatamento da Amazônia em maio de 2010

Inpe registra 109,6 km2 de desmatamentos na Amazônia no mês de maio - 15/07/2010

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou hoje (15) os dados de desmatamento da Amazônia no mês de maio de 2010, obtidos pelo sistema Deter. Foram 109,6 km2 de florestas desmatadas.

O Inpe registrou desmatamentos em quatro estados: Mato Grosso (51,9 km2), Pará (37,2 km2), Rondônia (10,7 km2) e Amazonas (9,8 km2). Não foi possível monitorar 45% da Amazônia, que estava coberta por nuvens.

A maior parte do desmatamento detectado (56%) corresponde ao corte raso (total supressão da floresta). Cerca de 40% do desmatamento foi considerado degradação florestal de alta intensidade. Apenas 0,8% dos alertas não era desmatamento. O restante foi considerado como floresta degradada de média ou baixa intensidade.

O desmatamento de maio de 2010 foi menor do que o registrado em maio de 2009, quando o Inpe detectou 123,7 km2 desmatados. Entretanto, o instituto alerta que, devido a cobertura de nuvens, não é possível fazer a comparação entre os meses.

Já na comparação do acumulado do ano do desmatamento - que começa em agosto e termina em julho do ano seguinte - tivemos queda na quantidade desmatada. Entre agosto de 2009 e maio de 2010, foram registrados 1.567 km2 desmatados. No mesmo período do ano anterior, foram 2.960 km2. Isso representa uma queda de quase 50%.

Todos os dados do DETER são públicos e podem ser consultados no site http://www.obt.inpe.br/deter.

Dicas Sustentáveis

Feliz Ano Novo !!! e com ele podemos tomar algumas iniciativas que deverão tornar o nosso dia a dia mais sustentável e menos impactante ao nosso Meio Ambiente.
Não custa tentar, são soluções simples e caseiras que poderão ajudar a preservar o planeta e nossa qualidade de vida.

1. Tampe suas panelas enquanto cozinha Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.

2. Use uma garrafa térmica com água gelada Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo dágua

3. Aprenda a cozinhar em panela de pressão Acredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.

4. Cozinhe com fogo mínimo Se você não falto u às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.

5. Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez Evite o o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc...

Fonte:http://mudeomundo.com.br/

Continua....

Serviço Florestal apresenta levantamento inédito sobre REDD no Brasil

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) apresentou nesta terça-feira (24) o primeiro levantamento das ações de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) realizadas no Brasil. O objetivo é sistematizar informações de projetos que estão sendo implementados no País.Dos 18 projetos apresentados, quinze estão na região amazônica e dois no Vale do Ribeira.

O Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES com cooperação do SFB, também foi computado, pois já utiliza o conceito para apoiar projetos de combate ao desmatamento. As informações levantadas vão fortalecer as ações de REDD no país e o governo brasileiro pretende defender a ideia desse mecanismo de mitigação de gases de efeito estufa nas negociações da COP-15, em Copenhague.Segundo o levantamento, os projetos ainda são incipientes e estão distribuídos em propriedades públicas, privadas e terras indígenas. Apenas 12% deles estão implementados, sendo que 53% estão em fase de elaboração e os outros 35% ainda estão negociando créditos e captando recursos.As fontes de financiamento são fundos públicos, mercado de crédito de carbono e de responsabilidade social corporativa (RSC).

As instituições envolvidas na gestão dessas iniciativas são empresas, ONGs e os governos federal e estaduais. A maior parte dos projetos tem enfoque em redução de desmatamento evitado( 61%), seguidos por conservação (29%) e degradação evitada( 10%).De acordo com o pesquisador do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam), Osvaldo Stella, o estado do Mato Grosso já foi considerado o maior responsável pelo desmatamento, e atualmente é o maior responsável pela redução desta prática, graças a várias iniciativas de REDD implementadas na região.Stella explica que existem produtores que assumem o compromisso ambiental de se comprometerem com a conservação da vegetação nativa e do solo, e com a disposição adequada de resíduos, para que estes não se transformem em fonte de contaminação ambiental.Dos projetos mapeados, seis estão no Mato Grosso, cinco no Pará, quatro no estado do Amazonas e dois no Paraná. O Fundo Amazônia tem abrangência nacional.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou do lançamento do documento e pretende levá-lo ao presidente Lula para que seja apresentado na reunião com presidentes dos países da Amazônia, nesta quinta-feira (26/11), em Manaus. Ele disse ainda que em Copenhague o Brasil vai apoiar integralmente os mecanismos de REDD, que incluem não só a redução do desmatamento, mas também ações de conservação e reflorestamento de áreas degradadas.Minc explicou que estes projetos abrangem cerca de 46 milhões de hectares.

Como a referência de cálculo é a tonelada de carbono por hectare, se nas negociações de Copenhague for estabelecido um preço médio de U$ 5 dólares por hectare, o País pode gerar, apenas com estas primeiras iniciativas, uma captação de U$ 230 milhões. "Esse é só o início dos REDDs no Brasil, e já estamos defendendo nossas florestas com recursos próprios. Depois de Copenhague podemos ter um aumento expressivo de recursos investidos, porque o potencial do País é muito grande", exemplifica.Mas o ministro adverte: a proposta da posição brasileira vai defender que apenas 10% das metas dos países possam ser utilizadas em REDD compensatório. Por exemplo, quem tem meta de 20% pode aplicar 2% neste tipo de mecanismo de mitigação no Brasil ou em outros países florestais. Se o país quiser investir recursos extras, será como ação voluntária, que não deve ser computada nas metas assumidas.

No documento foram incluídos ainda os conceitos de REDD Plus, que abrange o manejo florestal, e REDD Plus Plus, que implica no sequestro de carbono.Iniciativas - As ações foram promovidas por governos estaduais, empresas e organizações da sociedade civil. Segundo Thaís Juvenal, diretora do Serviço Florestal Brasileiro, o mapeamento vai ajudar a conhecer as características dos projetos brasileiros em suas diferentes formas e metodologias. "À medida que o REDD seja reconhecido como um mecanismo eficiente de mitigação, poderemos conseguir recursos maiores para as florestas brasileiras e mundiais", explica.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), estima que 17% das emissões de gás carbônico são causadas pelo desmatamento e degradação. Além de evitar o aumento das emissões, os mecanismos de REDD estimulam o manejo florestal sustentável, controle da erosão, qualidade da água e conservação da biodiversidade.O presidente do ICMBio, Rômulo Mello, disse que o instituto pretende captar recursos para instaurar o mecanismo também em unidades de conservação. A estimativa é de que seja necessário um volume de cerca de R$10 bilhões de dólares para estas ações em todo o território nacional. (Fonte: MMA/SFB)

Decreto 7008

O Presidente Lula no último dia 13 sancionou o Decreto 7008, instituindo no âmbito do Plano de Ação e Controle do Desmatamento Legal da Amazônia a operãção Arco Verde. Tem por objetivo principal promover modelos produtivos sustentáveis nos Municípios considerados prioritários para o controle e a redução do desmatamento na Amazônia Legal.

O decreto é composto de 10 artigos gerindo competências, diretrizes e criação de um Comitê Gestor Nacional.

Agora é só aguardar a efetiva participação do Ministério do Meio Ambiente por intermédio da excelente consultoria do Serviço Florestal Brasileiro.

Falta um plano para a Amazônia

"Quando um viajantre britânico passou pela região em 1911, contou que um dos moradores lhe disse: 'Governo? O que é isso? Não sabemos de governo nenhum aqui!'. O local era um paraíso para bandidos, fugitivos e caçadores de fortuna com armas na cinta, laçando onças para fugir do tédio e matando sem hesitação", escreveu sobre a Amazônia o repórter David Grann em seu livro Z - A cidade perdida, deste ano. De lá para cá muita coisa mudou, ou não, principalmente quando o assunto é presença do governo e planejamento para a região. Especialistas, empresários, ongs e administradores públicos reunidos em Belém no último dia da terceira edição do Fórum Amazônia Sustentável apontaram que a ausência do Estado, a falta de orçamento e a inexistência de um plano global de desenvolvimento mantêm o atraso presente na Amazônia. José Eli da Veiga, da Universidade de São Paulo, comentou que falta um projeto nacional para desenvolver a região. “O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) é o único plano que o governo tem para pôr na mesa em relação à Amazônia’’, criticou. Segundo ele, a omissão do Estado brasileiro em relação a propostas de desenvolvimento na região deverá ser suprida em parte pelas empresas e ONGs que lá atuam. “Mesmo assim, o governo precisa estar presente e não apenas asfaltando estradas e construindo usinas”, disse o especialista. Já Ignacy Sachs afirmou que é preciso uma revolução tecnológica a partir de investimentos maciços e estímulo à educação científica. Ele apontou para a necessidade de investimentos em pesquisa sobre biodiversidade, implementação efetiva do Zoneamento Econômico Ecológico e exigência de certificação para os produtos florestais. “Com 25 milhões de habitantes e a maior biodiversidade do planeta, a Amazônia tem condições de se tornar um laboratório para as sociedades do futuro", destacou o diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.Para o representante do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Rubens Gomes, tão urgente quanto isso é combater a tentativa de desmonte da legislação ambientalista que está em curso no país. “O fórum deverá se posicionar sobre isso em um documento a ser enviado ao governo”, adiantou Gomes, conforme nota distribuída pela assessoria do evento.
Fonte:

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